A ordem do nascimento é relevante? Se os pais acreditam que é, será. Qual será o mais bem sucedido na escola? Pais dentificam-se mais com filho mais velho Qual será mais propenso a depressão e ansiedade? O site netmums.com realizou um inquérito sobre a ordem do nascimento (posição na família em relação aos irmãos) e como esse factor influencia ou não a personalidade, o comportamento e o desempenho escolar das crianças. Cerca de 10 mil mães responderam às perguntas e, sendo uma amostra tão alargada, vale a pena olhar para os resultados:
77 por cento acredita que a ordem do nascimento tem influência na formação de uma pessoa. Apenas 23 por cento considera que tal factor não é relevante. Se agimos em função do que acreditamos, é possível que esta convicção das mães acabe mesmo por tornar real ou mais preponderante a influência deste factor. A forma como nos relacionamos com a criança mais velha, com a do meio, com a mais nova, as expectativas que formamos em relação a elas é que são determinantes. Se as formamos de acordo com a ordem de nascimento, então este será um factor determinante.
35 por cento das mães respondeu que será o filho mais velho. Seis por cento considera que será o do meio, e 15 por cento pensa que o mais novo terá mais sucesso na escola. 44 por cento das inquiridas respondeu que não sabe.
Outros estudos demonstraram que o filho mais velho tende a ter um QI mais elevado do que os irmãos. A teoria mais amplamente aceite relaciona esta tendência com o facto de os pais passarem mais tempo com o mais velho nos primeiros anos, quando ainda é filho único.
Mas se a expectativa dos pais é tão diferente em relação aos filhos mais velhos, é de admitir que este seja também um factor determinante para o sucesso escolar. Os pais acabam por pressionar mais os primeiros filhos no sentido de terem boas notas, investindo mais nesse objectivo
À pergunta «Com qual dos seus filhos se identifica mais?», 39 por cento das mães respondeu «com o filho mais velho». Apenas sete por cento se identifica mais com o do meio e 16 por cento identifica-se mais com o mais novo. 38 por cento não consegue decirdir-se. Esta maior identificação com o filho mais velho pode justificar as maiores expectativas em relação ao seu sucesso. Projectar as suas aspirações no primeiro filho é frequente.
Não é difícil adivinhar: 45 por cento das mães respondeu «o filho mais velho». Para o do meio vão as maiores preocupações de sete por cento das mães e para o mais novo de seis por cento. 42 por cento não sabe, não faz ideia.
As maiores expectativas que temos em relação aos mais velhos, a maior pressão que fazemos no sentido de eles serem os melhores, poderão torná-los mais susceptíveis a depressão e ansiedade? Revelou-se, pelo menos, que os pais acreditam que sim.
Qual será o mais feliz?
Para 35 por cento das mães, o adulto mais feliz será o filho mais novo. Apenas sete por cento acredita que o mais velho será mais feliz do que os outros, percentagem idêntica para o filho do meio. 51 por cento não dá palpites.
Os filhos mais novos não estão sujeitos a tanta pressão na infância, por isso os pais acreditam que podem ser mais felizes. Ou seja, se os mais velhos ganham em inteligência e sucesso, os mais novos ganham em felicidade. Pelo menos, são essas as expectativas dos pais. Os do meio, como sempre, nem uma coisa nem outra.
IOL MÃE





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